Foi participando de premiações sobre inclusão digital aqui no Ceará que percebi o tamanho do mal que os gabinetes climatizados e os narizes empinados fazem as pessoas. Se responsabilizar sobre um Prêmio de Inclusão digital sem o mínimo conhecimento sobre o assunto é além de uma irresponsabilidade diante daqueles que vestem verdadeiramente essa camisa, um vexame na certa.
O Projeto Município Digital que agrega a Democratização do Sinal de Internet Gratuito e a capacitação também gratuita da população rural do município de Tauá é ou não é um exemplo de inclusão digital? Pois bem, Este projeto que pretende distribuir gratuitamente conhecimento para toda a população local, se quer ficou entre os tres finalistas da premiação, sendo que os finalistas, foram projetos de laboratórios escolares implantados (a maior parte deles sem internet... aguardando o Município Digital) e o outro de uma professora que leva os alunos para o laboratório de informática, que nada mais são do que obrigações dos envolvidos.
A grande questão aqui é: Quais os critérios que regem a inclusão digital? Ou existe incompetência por parte de quem fez o edital ou dos juízes em interpretar. De uma forma ou de outra precisamos tirar essas pessoas de seus gabinetes e leva-lás para a prática.
A inclusão digital só pode ser entendida por quem tem coragem de fazer parte do processo e não de quem acha isso ou aquilo.
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